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CNT pede crédito para renovar frota poluente

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reunia-se terça-feira com os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e de Ciência e TECNOLOGIA, Sérgio Rezende, para consolidar a proposta brasileira de mitigação de gases do efeito estufa que será levada a Copenhague, a Confederação Nacional dos TRANSPORTES (CNT) apresentava um relatório com suas sugestões para diminuir a emissão de gases poluentes pelo setor de TRANSPORTES, segundo maior responsável pelas emissões brasileiras e autor de 70% da poluição do ar das cidades. A oferta de crédito para a renovação da frota de veículos velhos é a recomendação principal da CNT. Dos 270 mil caminhões, por exemplo, 20% têm mais de 30 anos de uso e 44% têm mais de 20 anos de uso. O estudo da CNT será apresentado ao presidente Lula no próximo dia 20 pelo Fórum Brasileiro sobre Mudanças Climáticas.

De acordo com o levantamento, o Brasil precisaria retirar de circulação 50 mil veículos por ano, ao longo de 13 anos, para eliminar os veículos com mais de 30 anos de uso.

- A questão da renovação da frota é urgente e imperativa - afirmou o diretor da CNT, Bruno Batista. - A emissão de um caminhão velho corresponde às emissões de sete carros novos.

A CNT acredita que é preciso desestimular o uso do TRANSPORTE individual motorizado uma vez que que 20% das pessoas utilizam 70% das áreas disponíveis nas cidades. Para tanto, eles acreditam ser necessário legislação que restrinja o uso do automóvel e a implantação de instrumentos econômicos como a taxa de estacionamento.

O setor, no entanto, reconhece que não devem ser aplicadas medidas que restrinjam o uso dos automóveis sem que o governo federal realize melhoria dos TRANSPORTES coletivos. A CNT sugere a redução da tributação incidente sobre a operação de TRANSPORTE coletivo. O recebimento de incentivos fiscais e subsídios, no entanto, deve estar condicionado, segundo a entidade, ao aumento sustentável da eficiência energética dos veículos.

O relatório também sugere a construção de uma infraestrutura cicloviária na maioria das cidades, que deve contar com a construção de ciclovias e estacionamentos seguros de bicicletas integrados aos sistemas de TRANSPORTE público. A confederação acredita ainda que se os espaços públicos forem realocados para os pedestres com construção de calçadas e travessias seguras, as pessoas podem começar a deixar o carro em casa para fazerem os menores trajetos. Apesar de serem factíveis, a CNT reconhece que as duas medidas terão um eficácia média dentro do plano geral de mitigação dos gases poluentes liberados pelos TRANSPORTES.

Segundo Batista, o fato de dois terços da malha viária do país estar em condição regular, ruim e péssima também prejudica o desempenho dos veículos e potencializa o efeito poluidor dos mesmos. E, mesmo se as rodovias estivessem em bom estado, o uso delas é menos sustentável do que o das ferrovias e hidrovias.

Para a CNT, é preciso repensar o TRANSPORTE de cargas no Brasil porque 62% está sendo realizado pela malha viária, contra 20% do sistema ferroviário e 18% pelo aquaviário. O problema, aponta a confederação, é que a malha ferroviária do Brasil está concentrada nas regiões Sul e Sudeste e dos 29 mil Km de extensão, 28 mil estão nas mãos da iniciativa privada.

Quanto à utilização da rede hidroviária, a CNT pondera que o potencial é pouco explorado: dos 44 mil Km, dos quais 29 mil são navegáveis, apenas 13 mi Km são utilizados pela navegação comercial. O excesso de burocracia nos portos, a baixa oferta de embarcações e a falta de dados sobre a navegabilidade dos rios também são grandes entraves para que a rede seja mais utilizada.

Fonte: JORNAL DO BRASIL

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